Cases de Sucesso

Produtos com imunoglobulinas da gema do ovo

Instituição: APTA Regional, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Pesquisador: Geraldo Balieiro Neto

Cliente/Parceiro: Confidencial

Vigência: 06/2020 - 03/2019

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Contexto

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), há consenso sobre a ameaça global de infecções resistentes a antibióticos que, em média, matam mais de 700 mil pessoas por ano, número que, de acordo com especialistas, será bastante superior e poderá causar mais mortes que o câncer, caso os líderes mundiais não adotem providencias imediatas.

Os antibióticos vêm sendo proibidos em vários países da Europa e estados americanos devido ao surgimento das chamadas superbactérias. No Brasil, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) já iniciou o controle de uso.  

Abordagem

Em 2013, o Instituto de Zootecnia identificou a possibilidade de desenvolvimento de produtos à base de anticorpos dos ovos de galinha para restringir a colonização de bactérias indesejáveis, ou seja, aquelas que causam prejuízo a saúde e ao ganho de peso dos animais

Os anticorpos de ovos de galinha não ocasionam resistência bacteriana, e para obtê-los não é necessária a eutanásia dos animais. Esta é uma alternativa, por exemplo, ao uso de ELISA para diagnósticos de toxinas em alimentos no laboratório, e produzido a partir de anticorpos de coelhos, e ao uso de antibióticos como aditivos alimentares, promotores de crescimento de animais.

Em 2014, foi testado um tratamento próprio contendo anticorpos, e os resultados e procedimentos sobre o desempenho e parâmetros ruminais de bovinos nelore em confinamento foram depositados no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) em 18 de abril de 2016. Após o depósito, o processo continuou sendo aprimorado, visando a expansão e o escalonamento do produto desenvolvido. Dessa forma, foi produzido e testado o efeito antimicrobiano de anticorpos contra várias cepas contando com auxílio da Fundepag e FAPESP.

Solução

Em março de 2019, com interveniência da Fundepag, foi licenciado o uso da tecnologia de um dos produtos para a iniciativa privada. Esta é a primeira licença de uma patente da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo!

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